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A Triunfo do Brasil apostou em um produto orgânico e hoje exporta para mais de 10 países

A empresa de erva-mate Triunfo do Brasil é um exemplo de produção orgânica no Brasil. Fundada em 1980, a marca já nasceu sob a égide da sustentabilidade – um dos principais atributos trabalhados na campanha Be Brasil, que promove um Brasil competitivo, inovador, confiável e estratégico no mundo dos negócios no exterior. Com plantação de 2 mil hectares, a Triunfo faz o cultivo da planta no sistema de agrofloresta no sul do Estado do Paraná, controla toda a produção e possui certificações ambientais e de responsabilidade social.

Desde 1998, a empresa exporta sua produção. Hoje, 100% de tudo o que é produzido vai para o mercado externo. São mais de dez países em cinco continentes comprando um produto que é típico da América do Sul e que ainda está em processo de expansão.

A Triunfo vem abrindo espaço em mercados como o Árabe e trabalhando sua imagem em diversas feiras internacionais, competindo com gigantes da erva-mate como a Argentina e o Paraguai.

O Blog da Apex-Brasil conversou com Marcelo Oikawa, gerente de exportação da Triunfo, que nos falou do mercado de erva-mate, dos planos da empresa e da questão da sustentabilidade nas exportações.

Marcelo Oikawa (esquerda), gerente de exportação da Triunfo do Brasil, ao lado do presidente da empresa, Vilmar Gadens. “Hoje a Triunfo está bem posicionada no mercado devido a qualidade do produto que fornecemos”.

Qual a origem da erva-mate Triunfo e de onde veio a ideia de fazer um produto sustentável?   

A empresa foi fundada pelo patriarca da família Gadens, Antônio Gadens, que começou cultivando e comercializando a erva-mate nativa de suas propriedades. Ela já nasceu com essa intenção de ser um produto orgânico. Em 1980, um dos filhos de Antônio, Vilmar Gadens, assumiu a direção da empresa já pensando em ampliar essas ideias de sustentabilidade e valorização do produto orgânico.

A decisão naquela época já era visando o mercado?

Sim. A ideia era conseguir certificações e expandir a Triunfo para novos mercados. Nós damos a confiabilidade aos mercados que são exigentes, se preocupam em comprar produtos com qualidade e rastreados. São consumidores que querem saber o que estão consumindo para preservar sua saúde.

Vocês conseguiram várias certificações, de sustentabilidade, orgânicos e de responsabilidade social. Como isso impacta nas vendas?

Isso depende muito, pois orgânico é nicho. Não influencia um comprador que busca produto convencional para a sua rede de lojas ou mercado. Nós fazemos prospecção direcionada em clientes que trabalham apenas com produtos orgânicos e, nesse sentido, as certificações são fundamentais.

Como o Brasil se posiciona no mercado internacional de erva mate?

O Brasil oscila entre o primeiro e o segundo lugar como maior exportador de erva-mate. Disputamos a posição com a Argentina. Infelizmente, o Brasil ainda não se posiciona bem como marca. A erva é mundialmente conhecida como um produto genuinamente argentino, tanto que o nome de comercialização é em espanhol: yerba mate.

De que forma a empesa se preparou para a exportação e quais as dificuldades vocês encontraram?

A empresa buscou certificações orgânicas e comércio justo. Mas, na exportação, o desafio é contínuo e por isso o preparo também. Hoje temos até certificado Koscher, que descreve o alimento permitido pelas leis alimentares judaicas.  As dificuldades que encontramos são penetração de mercado, logística e instabilidade cambial, entre outras coisas que estão associadas à realidade brasileira.

Quais são os principais compradores de erva mate do mundo e como a Triunfo se coloca no mercado?

Hoje a Triunfo está bem posicionada no mercado devido à qualidade do produto que fornecemos. O nosso mercado atualmente é bastante pulverizado e não há um comprador especifico. A empresa exporta para mais de dez países, dentre os quais Uruguai, Chile, USA, Canada, Itália, Polônia, França e Japão. Mas eu destacaria o Uruguai como um grande comprador da marca.

Recentemente vocês participaram de um evento nos Emirados Árabes Unidos para divulgar a Triunfo e a erva-mate. Como foi essa experiência?

Sim, participamos da Gulfood 2016, maior feira de alimentos e bebidas do Oriente Médio, com a ajuda da Apex-Brasil, inclusive. A feira foi muito boa e percebemos que a erva-mate é muito conhecida no Oriente Médio, só que como um produto genuinamente argentino. Para entrarmos neste mercado, temos que introduzir no mercado árabe o conceito de que a erva-mate é produzida no Brasil e com a mesma qualidade ou mesmo superior à produzida na Argentina.

Como vocês avaliam a relação da Triunfo com a Apex-Brasil e como a Agência tem ajudado a empresa na conquista do mercado internacional?

Temos participado das feiras mais importantes do mundo nesse segmento graças ao apoio da Apex-Brasil. No próximo ano, queremos intensificar o trabalho de promoção no mercado externo. E a estrutura que a Apex-Brasil nos fornece é fundamental para este tipo de ação. Os resultados de divulgação são sempre mais efetivos quando não estamos sozinhos.

Conheça mais sobre a campanha Be Brasil em www.bebrasil.com.br/pt